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Cidade histórica de Minas Gerais vista de um mirante de pedra ao amanhecer: o casario desce pela encosta até o fundo do vale, onde uma camada fina de bruma acinzentada repousa sobre os telhados; ao fundo, serras avermelhadas e o céu clareando.

Projeto

O ar que ninguém vê
aparece depois, na fila do posto.

A poeira fina não tem cheiro nem cor. Quem faz a conta é o corpo, ao longo de meses. O REVERDE junta o que se respira e o que adoece, no mesmo município e no mesmo período, para que a informação chegue antes do atendimento.

Entender em 30 segundos Falar sobre o REVERDE

Sistema no ar Nenhum município com contrato de operação Última revisão: 9 de setembro de 2026

Fotografias desta página: imagens conceituais geradas por inteligência artificial — não retratam pessoa, caso ou operação real. As telas do sistema são capturas reais, datadas.

Em 30 segundos

Três coisas acontecem com o ar do seu município.

  1. O satélite estima a poeira fina. Todo dia.

    Município por município, o sistema recebe a estimativa de poeira fina (PM2.5) do dia e guarda a série do ano inteiro, um quadradinho por dia. Estimativa vem marcada como estimativa.

  2. Ele cruza com os atendimentos do SUS.

    Internações, óbitos e notificações respiratórias do mesmo município e do mesmo período, com a fórmula e a fonte ao lado de cada número.

  3. Quem cuida da saúde vê antes.

    Mapa, alerta e boletim chegam a quem gere a saúde do município. O que chega até as pessoas é decisão pública, tomada com o dado à vista.

Casos de uso

Três pessoas, o mesmo ar.

Situações descritas, não casos reais. O sistema observa o município, não a pessoa: ele não diagnostica ninguém e não avisa ninguém sozinho.

Homem de costas na janela de um quarto simples, com uma bombinha de asma na mão apoiada no peitoril; pela janela, o vale da cidade coberto por bruma acinzentada. Sobre o peitoril, um celular aceso mostra uma faixa amarela.

Quem tem asma ou bronquite

Dia de ar carregado deixa de ser surpresa. Com a leitura do município publicada, dá para ajustar a rotina no dia, em vez de descobrir depois, na crise.

O que o sistema faz

  • Mostra a faixa do dia do município: boa, moderada, ruim ou muito ruim.
  • Guarda a série do ano inteiro, para a conta ficar visível.
  • Não avisa a pessoa sozinho: o que chega a ela é decisão da gestão pública.

Ler para quem o REVERDE faz diferença

Feirante de costas arrumando caixas de frutas numa barraca, ao amanhecer, numa ladeira de pedra; ao fundo, o vale da cidade coberto por bruma. Na mesa, um celular aceso mostra uma faixa verde.

Quem trabalha na rua

Entregador, feirante, agente de limpeza: a exposição é a jornada inteira, não o trajeto. Ar de bairro é condição de trabalho, e condição de trabalho se mede.

O que o sistema faz

  • Publica a exposição do município no recorte do dia e do ano.
  • Compara com os limites anual e diário recomendados pela OMS.
  • Marca o que é estimativa de satélite e o que falta, sem preencher com zero.

Por que a poeira fina é o centro do problema

Mesa de reunião de uma secretaria de saúde vista de cima: um boletim impresso com um calendário de quadradinhos coloridos, um mapa do contorno do município, e as mãos de duas pessoas apontando um quadradinho amarelo.

Quem decide pela saúde do município

Uma secretaria costuma encontrar a exposição já convertida em atendimento. Com as duas séries lado a lado, em vez de explicar a fila do mês passado, dá para olhar o mês que vem.

O que o sistema faz

  • Cruza a poeira fina com internações, óbitos e notificações do SUS.
  • Gera o boletim que se leva à reunião, ao conselho e ao processo.
  • Emite alerta quando um limiar é ultrapassado, com registro de emissão.

Ver o que muda para a gestão

Leitura guiada

Leia só o que interessa, no seu ritmo.

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Como funciona

Do satélite ao gestor, em quatro passos auditáveis.

O sistema coleta dados de satélite e de fontes públicas ambientais, meteorológicas, territoriais e de saúde, município por município. Cada valor que entra recebe uma marca, observado, estimado ou indisponível, e a carrega até a tela.

Depois de padronizado e cruzado por território e período, o resultado vira mapa de exposição e painel de indicadores no recorte do município. Limiar ultrapassado gera alerta; a leitura consolidada vira boletim para a decisão.

É uma aplicação web com um serviço de dados no servidor: arquitetura convencional e verificável, de propósito. Um sistema de saúde pública precisa ser auditável, não impressionante.

Ver o texto completo: os quatro passos, a tela do sistema e de onde vem cada dado

Como funciona

Do satélite ao gestor, em quatro passos auditáveis.

Cada valor que entra recebe uma marca — observado, estimado ou indisponível — e a carrega até o fim.

  1. 01

    Coleta

    Satélite e fontes públicas ambientais, meteorológicas, territoriais e de saúde, por município.

  2. 02

    Tratamento

    Padronização, checagem e cruzamento por território e período, com a marca de estado do dado.

  3. 03

    Mapa e indicadores

    O resultado vira mapa de exposição e painel no recorte do município.

  4. 04

    Alerta e relatório

    Limiar ultrapassado gera alerta; a leitura consolidada vira relatório para a decisão.

Tela “Visão Geral” do sistema, com menu lateral e, selecionado no alto, o município de Ouro Preto, em Minas Gerais: um mostrador circular com o índice de qualidade do ar, um cartão de poeira fina PM2.5 com barra de faixas coloridas, um cartão de meteorologia e, na parte de baixo, um mapa de exposição ao lado de um bloco de saúde pública com número de internações e de óbitos respiratórios.
A saída dos quatro passos em uma tela só: índice de qualidade do ar, poeira fina, meteorologia, mapa de exposição e o bloco de saúde pública, no recorte do município. Captura de tela do sistema REVERDE em 31/08/2026. Os números são os que o sistema exibia naquele momento, com as fontes indicadas na própria tela — não são resultado do Instituto. Estado do dado: captura de tela
O que o sistema tem hoje, item por item

A lista abaixo descreve o que o sistema faz hoje — é o que as telas desta página mostram, capturadas em 31/08/2026.

  • Mapas de exposição e qualidade do ar — recorte municipal, com foco em material particulado fino (PM2.5).
  • Indicadores — painel com indicadores ambientais e de saúde pública, por município e por período.
  • Alertas — emitidos quando limiares definidos são ultrapassados, com registro de emissão e de reconhecimento.
  • Relatórios — leitura consolidada para apoiar a decisão de vigilância em saúde.
  • Documentação — material metodológico e de governança do sistema; a versão publicável está em revisão.

Fonte: escopo funcional do software REVERDE, registro interno do projeto · Estado do dado: atual · Última verificação: 31/08/2026

De onde vem cada dado, e como o sistema é construído

Todo indicador do sistema tem origem declarada. Estas são as famílias de fonte que ele integra:

  • Dados de satélite e sensoriamento remoto, para estimativa de qualidade do ar e de material particulado fino (PM2.5).
  • Dados meteorológicos, para contexto de dispersão e de condições atmosféricas.
  • Dados territoriais, para recorte municipal e distribuição da população.
  • Dados de saúde pública, para acompanhamento de indicadores de agravos.

A lista nominal de cada fonte, com data de coleta e licença de uso, será publicada aqui.

Do lado da construção, o sistema é composto por uma aplicação web e um serviço de dados que roda no servidor — arquitetura convencional e verificável, escolhida de propósito: um sistema de saúde pública precisa ser auditável, não impressionante.

A marcação de incerteza não é nota de rodapé do método: ela é parte da etapa 2. Um valor derivado de satélite ou de modelo entra marcado como estimado e segue marcado até a tela; onde falta dado, o campo mostra indisponível e o motivo.

Fonte: descrição metodológica do software REVERDE, registro interno do projeto Última verificação: 31/08/2026

Para quem é

O mesmo ar pesa diferente em cada corpo, e quem tem menos margem sente primeiro.

Quem tem asma ou bronquite

Dia de ar carregado deixa de ser surpresa: dá para ajustar a rotina no dia.

Pessoa idosa

O corpo tem menos reserva para o mesmo ar. Um dado de exposição publicado é o que permite priorizar quem tem menos folga.

Gestante e criança pequena

Exposição se acumula. Publicar a série do ano inteiro torna essa conta visível para quem cuida.

Quem trabalha na rua

A exposição é a jornada inteira. Ar de bairro é condição de trabalho, e se mede.

Quem gere a saúde

Saber antes da fila se formar: as duas séries lado a lado mudam a pergunta de tempo.

Ver o texto completo: o benefício público e o que muda para a gestão

Benefício público

O mesmo ar pesa diferente em cada corpo.

Quem tem menos margem é quem sente primeiro. Para essas pessoas, saber com antecedência não é curiosidade: é a diferença entre organizar o dia e ser pego por ele.

Quem tem asma ou bronquite

Dia de ar carregado deixa de ser surpresa. Com a leitura pública, dá para ajustar a rotina no dia — em vez de descobrir depois, na crise.

Pessoa idosa

O corpo tem menos reserva para o mesmo ar. Um dado de exposição publicado é o que permite priorizar quem tem menos folga.

Gestante e criança pequena

Exposição não se sente na hora: ela se acumula. Publicar a série do ano inteiro é o que torna essa conta visível para quem cuida.

Quem trabalha na rua

Entregador, feirante, agente de limpeza: a exposição é a jornada inteira, não o trajeto. Ar de bairro é condição de trabalho — e condição de trabalho se mede.

Duas mulheres vistas de costas na varanda de uma casa em encosta, ao entardecer: uma em pé e outra idosa sentada em uma cadeira de plástico, as duas olhando o vale. Sobre o parapeito, um celular aceso derrama luz azul no concreto. Abaixo, o casario desce até o vale e uma camada de bruma cobre os telhados.
Duas pessoas, uma varanda, o mesmo ar. O sistema observa o município onde elas moram. Imagem conceitual gerada por inteligência artificial. Não retrata pessoa, caso, comunidade ou operação real. Estado do dado: ilustração
Mulher de costas em uma ladeira de pedra de cidade histórica ao anoitecer, segurando um celular cuja tela mostra faixas verde, amarela e vermelha. Ao fundo, o casario desce para um vale tomado por névoa, com serras no horizonte.
O ar do município traduzido em faixa de cor: verde, amarela, vermelha. Essa leitura é entregue a quem gere a saúde do município — e o que chega até as pessoas é decisão pública, tomada com o dado à vista. Imagem conceitual gerada por inteligência artificial. Não retrata pessoa, caso, comunidade ou operação real. Estado do dado: ilustração

Fonte: descrição de desenho do projeto REVERDE Última verificação: 31/08/2026

O que muda para quem decide

Saber antes da fila se formar.

Uma secretaria de saúde costuma encontrar a exposição já convertida em atendimento — e o dado ambiental daquele mesmo período está em outro sistema, com outro recorte e outro calendário.

Com as duas séries lado a lado, a pergunta muda de tempo: em vez de explicar a fila do mês passado, dá para olhar o mês que vem.

Tela “Saúde & SUS” do sistema, para o município de Ouro Preto, em Minas Gerais: cartões com o valor de PM2.5 do modelo, o risco relativo, a fração atribuível e a contagem de registros do SUS, cada número acompanhado, em letra menor, da fórmula que o gerou e da fonte de onde veio; abaixo, um bloco de leitura do cenário em texto corrido e mais cartões de indicadores.
A tela cruza a poeira fina com registros do SUS e calcula quanto da doença respiratória é atribuível ao excesso — com a fórmula e a fonte ao lado de cada número, e o aviso, na própria interface, de que o indicador é populacional e não vale para uma pessoa. Captura de tela do sistema REVERDE em 31/08/2026. Os números são os que o sistema exibia naquele momento, com as fontes indicadas na própria tela — não são resultado do Instituto. Estado do dado: captura de tela

Fórmula e fonte na mesma tela é o que separa um dado que se pode contestar de um número que se pede para acreditar. Publicado assim, ele deixa de servir só para gerir: serve para cobrar.

Tela “Relatórios” do sistema, com duas abas — Boletim Municipal e Painel Executivo — e o boletim aberto: o contorno do município ao lado do título “Qualidade do Ar e Impacto na Saúde”, o nome da cidade, os campos de população, atividade econômica e período coberto; abaixo, um panorama do ano em texto corrido e uma faixa de cartões comparando a média medida com os limites anual e diário recomendados pela OMS.
O boletim é o formato que se leva à reunião, ao conselho e ao processo: o argumento e a origem de cada número na mesma página. Captura de tela do sistema REVERDE em 31/08/2026. Os números são os que o sistema exibia naquele momento, com as fontes indicadas na própria tela — não são resultado do Instituto. Estado do dado: captura de tela
O que o boletim traz — e o que ele não traz

Traz: a série do período com a marca de cada valor (observado, estimado ou indisponível); a comparação com os parâmetros de referência; o cruzamento com registros de saúde no mesmo recorte; e a fórmula e a fonte de cada indicador, ao lado do número.

Não traz: caso atribuído a pessoa, resultado do Instituto, nem promessa de efeito. A fração atribuível é um indicador populacional — ela descreve um conjunto, não explica um paciente, e a própria tela avisa isso.

O que o boletim faz é organizar o que já existe para caber numa decisão, dizendo de onde veio cada pedaço.

Fonte: descrição funcional do software REVERDE, registro interno do projeto Última verificação: 31/08/2026

O que o REVERDE não faz

Um sistema que esconde as próprias incertezas produz decisão confiante em cima de dado frágil.

  • Não diagnostica ninguém. É ferramenta de vigilância populacional, não de atendimento individual.
  • Não estabelece causalidade. Correlação em recorte municipal não prova que uma coisa causou a outra.
  • Não trata estimativa como medição. Valor de satélite ou de modelo aparece marcado, nunca como medição em solo.
  • Não inventa dado. Onde falta, o sistema mostra “indisponível” e o motivo. Nunca preenche com zero.
  • Não substitui a rede oficial de monitoramento nem os sistemas de informação do SUS.
Ver a lista completa dos limites e da qualidade dos dados

Limites e qualidade dos dados

O que este sistema não faz.

Um sistema de saúde ambiental que esconde as próprias incertezas produz decisão confiante em cima de dado frágil.

Não diagnostica ninguém

É ferramenta de vigilância populacional, não de atendimento individual.

Não estabelece causalidade

Correlação em recorte municipal não prova que uma coisa causou a outra.

Estimativa não é medição

Valor de satélite ou de modelo aparece marcado, nunca como medição em solo.

Dado ausente não é zero

Onde falta dado, o sistema mostra “indisponível” e o motivo.

A lista completa dos limites, como ela é publicada junto com os dados
  • Não diagnostica ninguém. É uma ferramenta de vigilância populacional, não de atendimento individual.
  • Não estabelece causalidade. Correlação entre exposição e agravo, em um recorte municipal, não prova que uma coisa causou a outra. Atribuição causal exige desenho de estudo próprio.
  • Estimativa não é medição. Valores derivados de satélite ou de modelo são estimativas. Eles aparecem marcados como tal e nunca são apresentados como medição de estação em solo.
  • Dado ausente não é zero. Onde falta dado, o sistema mostra “indisponível” e o motivo — nunca preenche com zero, com média ou com o valor do período anterior.
  • A cobertura tem lacunas. Nem todo município tem a mesma disponibilidade de fonte, e a qualidade varia por período. As lacunas são publicadas junto com os dados.
  • Não substitui a rede de monitoramento oficial nem os sistemas de informação do SUS.

Por isso a incerteza aparece na tela, junto com o número, e não numa nota que ninguém lê.

Fonte: regra editorial e metodológica do projeto REVERDE Última verificação: 31/08/2026

Onde está no ar

Configuração de 14 municípios prioritários de Minas Gerais. Nenhum contrato de operação.

O sistema roda com 14 municípios prioritários de Minas Gerais configurados: mapa, indicadores, alertas e relatórios funcionando sobre os dados desses municípios. Municípios configurados e municípios com operação contratada são campos separados, e o segundo está em zero.

Colocar o sistema na rotina de uma equipe pública depende do órgão contratante. Quem quiser ver o sistema rodando é atendido em apresentação técnica, com a equipe presente para abrir cada tela e responder sobre fonte, fórmula e cobertura de dado.

Tela “Painel Executivo” do sistema, para o Quadrilátero Ferrífero, em Minas Gerais: no alto, a região, a população somada e a contagem de 14 municípios; abaixo, o resumo regional de poeira fina e um ranking dos 14 municípios por PM2.5, cada um com uma barra, o valor e a faixa do dia.
O painel executivo lista os 14 municípios configurados, cada um com a própria leitura de poeira fina do período. Captura de tela do sistema REVERDE em 09/09/2026. Os números são os que o sistema exibia naquele momento, com as fontes indicadas na própria tela — não são resultado do Instituto. Estado do dado: captura de tela
Ver o texto completo: o mapa de cobertura, o que depende do órgão e o que o Instituto publica

Onde o sistema está

O sistema está no ar.

Ele roda com 14 municípios prioritários de Minas Gerais carregados: mapa, indicadores, alertas e relatórios funcionando sobre os dados desses municípios. As telas desta página foram capturadas do sistema em 31 de agosto de 2026.

Tela “Mapas de Ar” do sistema, com o título “Mapa de Cobertura — Minas Gerais”: o contorno de todos os municípios do estado em cinza claro e, no centro-sul, um punhado deles pintado de verde. No alto, a legenda das faixas — boa, moderada, ruim e muito ruim — e o alternador entre visão de estado e de região; no rodapé do mapa, a contagem de municípios carregados e as instruções de navegação.
O mapa de cobertura mostra, em verde sobre o contorno de Minas Gerais, os municípios já carregados no sistema — cada um com a sua própria série de qualidade do ar. Captura de tela do sistema REVERDE em 31/08/2026. Os números são os que o sistema exibia naquele momento, com as fontes indicadas na própria tela — não são resultado do Instituto. Estado do dado: captura de tela

Quem quiser ver o sistema rodando é atendido em apresentação técnica, com a equipe presente para abrir cada tela e responder sobre fonte, fórmula e cobertura de dado.

Solicitar apresentação técnica Conhecer o Instituto

O que depende do órgão contratante

Nenhum município tem contrato de operação assinado até hoje: colocar o sistema na rotina de uma equipe pública depende do órgão contratante.

O que o Instituto publica, e com que critério

Resultado de saúde, só com medição. Não afirmamos internações evitadas, custos poupados ou redução de agravos: nada disso foi medido com desenho de avaliação. Quando houver medição, publicamos primeiro o método e depois o número.

Nome, só com autorização. A equipe técnica e científica é apresentada com nome, função e vínculo mediante autorização individual. Não publicamos nome de pesquisador, de instituição, de agência de fomento ou de órgão sem autorização e sem base documental — é por isso que esta página não traz logotipo nem nome de universidade, fundação, ministério ou agência.

A ordem que decide o que entra aqui. Instrumento assinado e aditivos, depois aceite formal, depois evidência técnica da versão entregue, depois o estado operacional com data, e só então o plano histórico. Quando as fontes divergem, publicamos a mais forte e registramos a divergência.

Fonte: registro interno do projeto REVERDE Data-base: 31/08/2026 Encontrou informação vencida ou incorreta? Escreva para o Instituto — corrigimos e registramos a correção.

O problema

Ninguém sente o ar de um ano inteiro. O corpo faz a conta, e ela aparece na consulta.

O material particulado fino, o PM2.5, é pequeno o bastante para chegar ao fundo do pulmão. A exposição não é visível na rotina de decisão: ela chega ao serviço já convertida em atendimento, quando o dado ambiental do mesmo período está em outro sistema, com outro recorte e outro calendário.

Por isso a primeira coisa que o sistema mostra é um calendário: o ano inteiro, um quadradinho por dia, à vista de qualquer pessoa. No município carregado, 366 dos 366 dias medidos ficaram acima do limite anual da OMS para poeira fina. Não é um dia ruim: é o ano.

Tela “Visão Geral” do sistema, para Ouro Preto, em Minas Gerais, no bloco “Quanto da saúde respiratória pode ser preservada”: um mostrador com a fração estimada de doenças respiratórias evitáveis se a cidade atingisse o limite anual da OMS, a fórmula usada, e cartões com internações, óbitos e custo estimados por ano; abaixo, cem pontinhos representando internações, dois deles em vermelho.
O sistema traduz o excesso de poeira fina em uma estimativa populacional: quanto da doença respiratória do município seria evitável com o ar dentro do limite. É modelo, e a própria tela diz que não vale para uma pessoa nem estabelece causalidade individual. Captura de tela do sistema REVERDE em 09/09/2026. Os números são estimativas de modelo exibidas pelo sistema naquele momento, com a fórmula e as fontes indicadas na própria tela — não são resultado medido nem resultado do Instituto. Estado do dado: captura de tela · estimativa
Ver o texto completo: o calendário do ano inteiro e por que a poeira fina é o centro do problema

O problema público

Ninguém sente o ar de um ano inteiro.

A poeira fina não tem cheiro nem cor. Quem faz a conta é o corpo, ao longo de meses — e a conta aparece na consulta, quando já não dá para ligar uma coisa à outra.

Por isso a primeira coisa que o sistema mostra é um calendário: o ano inteiro, um quadradinho por dia, à vista de qualquer pessoa.

Tela “IQAr Histórico” do sistema, para o município de Ouro Preto, em Minas Gerais. No alto, quatro cartões: poeira fina média do período, pico, dia mais limpo e “dias acima do limite OMS anual”, este último marcando 366 de 366 dias com medição. Abaixo, um calendário de treze meses com um quadradinho colorido por dia e a legenda das faixas — boa, moderada, ruim, muito ruim e sem dado. No pé da tela, um gráfico de tendência mensal.
No município carregado, 366 dos 366 dias medidos ficaram acima do limite anual da OMS para poeira fina. Não é um dia ruim: é o ano. Captura de tela do sistema REVERDE em 31/08/2026. Os números são os que o sistema exibia naquele momento, com as fontes indicadas na própria tela — não são resultado do Instituto. Estado do dado: captura de tela
Por que a poeira fina (PM2.5) é o centro do problema

O material particulado fino — o PM2.5 — é pequeno o bastante para chegar ao fundo do pulmão, e a literatura de saúde ambiental associa a exposição a esse poluente a agravos respiratórios e cardiovasculares.

O problema para quem gere a saúde municipal é outro: essa exposição não é visível na rotina de decisão. Ela chega ao serviço já convertida em atendimento, quando o dado ambiental do período correspondente costuma estar em outro sistema, com outro recorte e outro calendário.

O REVERDE nasceu de uma pergunta simples e difícil de responder: como a qualidade do ar de um município se traduz em pressão sobre o serviço de saúde dele? Responder exige juntar dados que normalmente moram em lugares diferentes — satélite, estação meteorológica, cadastro territorial e sistema de saúde — e apresentá-los de um jeito que caiba na rotina de quem decide.

O sistema foi desenhado para municípios minerário-industriais de Minas Gerais, onde atividade econômica, geografia e densidade populacional se combinam de forma particular.

Fonte: registro interno do projeto REVERDE Última verificação: 31/08/2026

Perguntas frequentes

As dúvidas mais comuns, em uma resposta cada.

O sistema mede o ar da minha rua?

Não. O recorte é o município, e o valor de poeira fina vem de satélite, marcado como estimativa. Não é medição de estação em solo, e o sistema nunca o apresenta como tal.

Ele me avisa no celular quando o ar está ruim?

O sistema entrega a leitura a quem gere a saúde do município. O que chega até as pessoas, e por qual canal, é decisão pública, tomada com o dado à vista. Não há aplicativo do Instituto para o público.

O REVERDE diz que a poluição causou a minha doença?

Não. Ele não diagnostica ninguém e não estabelece causalidade individual. Os indicadores são populacionais: descrevem um conjunto, não explicam um paciente, e a própria tela avisa isso.

Onde ele funciona hoje?

Roda com 14 municípios prioritários de Minas Gerais configurados. Nenhum município tem contrato de operação assinado. Veja Onde está no ar.

Posso ver o sistema funcionando?

Sim, em apresentação técnica, com a equipe presente para abrir cada tela e responder sobre fonte, fórmula e cobertura de dado. Solicite pelo contato.

Quem fez o sistema? Que universidade participa?

A equipe técnica e científica é apresentada com nome, função e vínculo mediante autorização individual e base documental. Por isso esta página não traz logotipo nem nome de universidade, fundação, ministério ou agência.

Sou gestor público

Para gestores públicos

O material técnico está todo aqui, dobrado e à mão.

Cada item abaixo abre o texto completo, com fonte, data-base e as telas do sistema. Nada foi retirado desta página: foi organizado para quem chega primeiro.

Solicitar apresentação técnica Conhecer o Instituto

Estado do dado: 14 municípios configurados · nenhum contrato de operação Conteúdo revisado em: 09/09/2026 Fonte: registro interno do projeto REVERDE Encontrou informação vencida ou incorreta? Escreva para o Instituto — corrigimos e registramos a correção.